quinta-feira, 9 de abril de 2015

Do Advento ao Ano Novo

É certo que muito tempo já passou, que o novo ano já corre veloz, que a primavera já chegou. Já há muito que não passava por aqui, que não deixava marcas escritas da vida. Queria tê-lo feito. Hoje é o dia!
Desde a chegada do Tomás que desejamos criar tradições que nos fazem sentido, que passam valores, que revelam quem somos, quem nos queremos tornar.
Pela segunda vez celebramos o advento, mas o último foi mais planeado, mais pensado, foi mais a sério.
Criámos um calendário, não de doces, mas de atividades, em que cada dia recordávamos que o Natal se aproximava.


Além destas atividades, celebrámos a época com uma história diária da Bíblia.


Mais fotos aqui.

O novo ano teve início num local fantástico, cheio de tranquilidade, bom gosto, perto da lareira, a ouvir música no gira discos e com amigos de quase sempre.
Não me lembro de outro início de ano assim...
























sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Trocar os azuis pelos verdes

O verão lembra-me a cor azul, o azul do céu que se confunde com o azul do mar.
Mas o verde também pode ser sinónimo de verão.
Os últimos dias foram passados entre as águas frescas do rio Alva, as suas pedras roliças e lisas e a vegetação que o envolve. Foi o regresso aos locais que marcaram a infância e povoaram a memória com momentos felizes. Na altura em que as férias de verão eram longas ia para casa dos avós maternos. A viagem parecia interminável, as curvas pela serra embrulhavam-me o estômago mas tudo isso era esquecido quando, finalmente, via a placa da aldeia que dizia vinho com acento agudo no "o". A partir daí a estrada não tinha alcatrão, a maioria das casas não tinha água canalizada nem casa de banho e o carro era trocado por uma carroça puxada por um cavalo para aceder às casas que ficavam no ponto mais alto da aldeia. Tal não acontecia na casa dos meus avós, onde havia um quarto de banho enorme com uma banheira antiga de quatro pés, sobre a qual pendia um chuveiro onde era colocada água quente e de cujas torneiras corria água vinda de um grande depósito que havia no quintal, com água oriunda de uma nascente na serra. Todas as outras pessoas tinham de ir buscar água à fonte. Transportavam-na em cântaros, primeiro de barro e mais tarde de plástico, um na cabeça e outros dois nas mãos. Lembro-me de ficar a admirar a forma como as mulheres conseguiam equilibrar todo aquele peso com grande mestria. Também eu tive um cântaro pequenino e uma rodilha, para o colocar na cabeça, que a minha avó comprou na feira. Só nunca o consegui transportar sem o segurar com as mãos, apesar de ter treinado muito para isso. Em criança, as férias eram passadas com os avós, que me davam toda atenção, a correr atrás de borregos e cabritos, a correr pelas encostas da serra, com outras crianças, para apanhar as canas dos foguetes lançados em dias de festa, a aprender que as giestas são as nossas melhores amigas nesta situação e a nadar nas águas límpidas do rio. É bom voltar e rever tantos locais, agora com outros olhos. Os avós, infelizmente, já lá não estão, apenas na memória. Agora estão lá os pais que regressaram às origens e é o Tomás que encontra lá os avós, que começa a construir as suas memórias. As praias fluviais de outros tempos, que pouca intervenção humana tinham, encontram-se agora dotadas de inúmeras infra-estruturas de apoio e foram ou esperam ser galardoadas com bandeira azul. São locais agradáveis mas cheios de gente por todo o lado e não querendo parecer anti social,  o desafio foi encontrar praias onde o som que ouvimos é o da água a correr e das aves que voam em redor. Já vão sendo raros estes locais mas existem e nós encontrámo-los!
Foi bom trocar os azuis pelos verdes!!!









sexta-feira, 18 de julho de 2014

Obrigado pelas cores...



Hoje, ao deitar, o Tomás quis falar com Deus e as palavras foram estas: "Obrigado pelas cores, por fazeres o mundo, obrigado pelos animais, pelos passarinhos a voar, pelas flores, pelos ramos, pelo nosso jantar e pela nossa casinha. Ficarás no meu coração. Em nome de Jesus, ámen".
Encheu-me o coração!

terça-feira, 8 de julho de 2014

A biblioteca do Tomás

Apreciar o belo, a natureza, os animais, criar com as mãos e sentir nisso satisfação foram aspetos que sempre estiveram presentes na minha essência. Mais tarde, as leituras, os livros, a decoração (sem pretensiosismos, mas como uma extensão do eu, que procura conforto e quer rodear-se de elementos com significado), a educação, ser mãe e os livros infantis tornaram-se paixões que trouxeram um novo significado à existência. Partilhar-me com um ser precioso, que surge repentinamente e que ocupa um lugar de destaque e transformador em mim, na família, significa crescer, aprender, querer ser melhor, estar à altura de uma responsabilidade que nos traz gratidão.
Viver é estar presente, ser inteiro, estar atento, dar e receber, é amar. As pequenas coisas são grandes!
Quando o Tomás chegou quisemos dar-lhe o melhor de nós, desejamos que as nossas ações falem mais alto do que as nossas palavras, queremos que cresça com valores, com princípios, mais do que com bens materiais.
Os livros, aqueles que acreditamos que fazem sonhar estão presentes no nosso dia a dia e são mais um elemento que fortalece os laços entre nós, quando contamos histórias, quando ouvimos contá-las, quando respondemos a questões, quando ouvimos comentários, quando observamos olhos que brilham.
A organização também é importante, assim como sentirmo-nos bem no espaço que é nosso. Por isso, o Tomás ajudou-nos a reorganizar o seu quarto e a construir a sua biblioteca particular.
Gostamos tanto!


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Será que tudo o que é bom faz mal?



Ouvir falar sobre uma festa origina o seguinte diálogo:
- Mamã, as festas fazem mal!
- Ah sim? Porquê?
- Porque as festas são boas e as coisas boas fazem mal!

sábado, 28 de junho de 2014

Pequenas coisas, grandes alegrias



- Mamã, que cheirinho é este que eu estou a sentir?
- Humm... surpresa!
- Mas que cheiro é este?! Ahhhh fizeste douradinhooooos!!! Ehhhhh!!!
E recebo um abraço apertado...

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Experiências culinárias partilhadas

Já há muito tempo que estava prometida uma experiência culinária a dois.
Hoje foi dia de cumprir a promessa!
Fizemos uma granola caseira que ficou uma delícia.